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Vice-presidente da SBC ganha prêmio internacional pela luta no controle do câncer no Brasil e na América Latina

8 de julho de 2019

A vice-presidente da Sociedade Brasileira de Cancerologia, a conceituada oncologista, Nise Yamaguchi, recebe em Lyon, na França, o prêmio da World Cancer Alliance, pela sua luta pelo controle do câncer no mundo, prioritariamente para populações de baixa renda.

O prêmio, que consagra apenas um médico por ano, está sendo concedido no encontro anual dos diretores de institutos nacionais do câncer de vários países.

A oncologista Nise Yamaguchi (foto: Divulgação)

Yamaguchi é cientista sênior do Instituto Internacional de Pesquisa Preventiva e co-fundadora da World Cancer Alliance em Lyon, na França, onde colabora para expandir o acesso ao tratamento do câncer em países de baixa e média rendas.

“O acesso ao diagnóstico e tratamento do câncer são garantidos pela Constituição, mas ainda não se consolidaram, na prática. Nós médicos e toda a sociedade civil organizada precisamos lutar por esse direito”, alerta a oncologista.

Ela também ganhou ano passado o Prêmio Joseph Cullen, de combate ao câncer de pulmão, pela Associação Internacional para o Estudo do Câncer de Pulmão. A entrega ocorreu na 19 ª Conferência Mundial sobre Câncer de Pulmão, em setembro, em Toronto, no Canadá.

Lutas pela Lei antifumo, fila zero no atendimento pelo SUS e contra o PL do veneno

No Brasil, foi uma importante liderança médica na aprovação da Lei Antifumo, que restringiu o fumo no país, sendo que o Brasil possui uma das legislações restritivas ao fumo mais rigorosas do mundo.

Sua atuação sempre extrapolou os limites do consultório, e a cientista mantém-se engajada em lutas pelas melhorias do atendimento à saúde da população.

Recentemente, lançou pela Sociedade Brasileira de Cancerologia, a campanha pela FILA ZERO no diagnóstico e tratamento do câncer de mama, em audiência pública na Assembleia Legislativa de São Paulo, luta que pretende também levar a Brasília.

Atualmente, iniciou luta contra o Projeto de Lei do veneno, o PL 6299/02, liderando um movimento de oncologistas da Sociedade Brasileira de Cancerologia pela NÃO aprovação do projeto que, segundo ela, coloca em risco a saúde da população.

Agora ela inicia campanha pelo atendimento personalizado no câncer, conscientizando população e governos sobre as terapias alvo e a imunoterapia, tratamentos inovadores, sem contraindicação e sem efeitos colaterais.